CLAUDIA FISCHER NO CENTRO CULTURAL DE SINES
Integrado no Programação do Festival Músicas do Mundo, a Câmara Municipal de Sines/ Centro de Artes apresenta a exposição da artista alemã CLAUDIA FISCHER (Jena, 195?), de 1 a 30 de Julho. Residente em Portugal desde há alguns anos, C.F. tem desenvolvido um trabalho baseado no tema da migração, pois viaja com frequência entre a Alemanha e Portugal tendo apresentado recentemente três corpos de trabalho na Galeria Luís Serpa Projectos, em Lisboa:
O Passageiro Transparente [2005, C-Print, DiaSec, 40 x 60 cm, 15 elementos], baseado no tema da Bagagem> (…) que assume a emblemática atitude de movimento e de circulação cultural mas, e principalmente, como um momento de ruptura, aquele instante em que decidimos o que levar, incluindo aquilo que nos pertence: os objectos que configuram a nossa identidade; mas, a noção daquilo que “transportamos” connosco prende-se ao facto de representar o elo de ligação com o nosso passado; da Viagem> (…) ao transportar connosco os símbolos de afecto e as memórias resguardadas, referidas e evidenciadas pelos mais significativos livros de viagens, de Joyce a Beckett, de Hemingway a Clifford ou de Conrad a Chatwin, as narrativas de viagem remetem-nos para os locais de trânsito, de passagem ou de permanência temporária no qual se «sobrepõe espaço e tempo, produzindo complexas figuras de diferença e identidade, passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão» (H. Bhabah); e dos Não- Lugares > (…) plenamente apropriada pelo napoleónico poder policial concebido pelas diversas administrações estatais que se servem dos novos meios de comunicação incrementada pelas novas tecnologias, pretendem adoptar a medida de vigilância global a todas as funções que assegurem comportamentos tipificados dos cidadãos de modo a convertê-los à sociedade disciplinada.
BERTOLT-BRECHT-STR.22 [2006, Prova gelatina e prata, 47,3 x 57,4 cm, 9 elementos] é uma instalação que reúne nove fotografias a preto e branco, impressões digitais dos seus próprios dedos, dos pais e de vizinhos da casa onde nasceu e viveu em Jena (Weimar) e que acabou de ser desmontada pela mudança dos seus pais. Um exercício auto-biográfico da artista que enfatiza através de uma super-gráfica pintada na parede com o nome e o número da rua representando um projecto sobre a (sua) memória.
BAHNSTEIG ZWEI [2004 Vídeo projecção, Digital Pal, 12'15], (…) fala de nomadismo, ou de trajectórias entre pontos geográficos, quase esgotando todas as suas modalidades (turismo, imigração, exílio, peregrinação). (…) Realizado na Alemanha, mais concretamente numa estação ferroviária, Claudia Fischer centra-se mais uma vez num cenário de espera relacionado com viagens. São aproximadamente 12 minutos, que resultam de um elaborado trabalho de montagem das várias horas em que se filmou, sempre com o mesmo enquadramento, uma determinada parcela da estação (…) E é esta relação, esta constituição momentânea de micro-comunidades, que a artista explora de uma forma muito subtil: Claudia consegue, graças a uma espantosa acuidade da composição e montagem, estabelecer pequenos laços, quase imperceptíveis e aparentemente fortuitos, entre os vários passageiros que chegam, sentam-se e partem, transformando este vídeo num habitante de fronteira, oscilando permanentemente entre a curta narração e o documentário antropológico.
*Para informação mais completa sobre este projectos nesta página web, click em Exposições_Passado_Claudia Fischer_O Passageiro Transparente onde encontrará os textos completos da autoria de Luís Serpa, Margarida Medeiros e Ricardo Nicolau.
A exposição agora apresentada em Sines, comissariada por Marta Mestre, (pode eliminar) inclui ainda as obras
_19 fotografias da série “Bertolt-Brecht-Str.22”
_15 fotografias da série "Passageiro Transparente"
_01 vídeo "Bahnsteig Zwei"
_02 fotografias da série "Please wait at the yellow line"
_Algumas fotografias da série “da Rua da Palma”
_01 Instalação
Exposição organizada com a colaboração da GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS.
Integrado no Programação do Festival Músicas do Mundo, a Câmara Municipal de Sines/ Centro de Artes apresenta a exposição da artista alemã CLAUDIA FISCHER (Jena, 195?), de 1 a 30 de Julho. Residente em Portugal desde há alguns anos, C.F. tem desenvolvido um trabalho baseado no tema da migração, pois viaja com frequência entre a Alemanha e Portugal tendo apresentado recentemente três corpos de trabalho na Galeria Luís Serpa Projectos, em Lisboa:
O Passageiro Transparente [2005, C-Print, DiaSec, 40 x 60 cm, 15 elementos], baseado no tema da Bagagem> (…) que assume a emblemática atitude de movimento e de circulação cultural mas, e principalmente, como um momento de ruptura, aquele instante em que decidimos o que levar, incluindo aquilo que nos pertence: os objectos que configuram a nossa identidade; mas, a noção daquilo que “transportamos” connosco prende-se ao facto de representar o elo de ligação com o nosso passado; da Viagem> (…) ao transportar connosco os símbolos de afecto e as memórias resguardadas, referidas e evidenciadas pelos mais significativos livros de viagens, de Joyce a Beckett, de Hemingway a Clifford ou de Conrad a Chatwin, as narrativas de viagem remetem-nos para os locais de trânsito, de passagem ou de permanência temporária no qual se «sobrepõe espaço e tempo, produzindo complexas figuras de diferença e identidade, passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão» (H. Bhabah); e dos Não- Lugares > (…) plenamente apropriada pelo napoleónico poder policial concebido pelas diversas administrações estatais que se servem dos novos meios de comunicação incrementada pelas novas tecnologias, pretendem adoptar a medida de vigilância global a todas as funções que assegurem comportamentos tipificados dos cidadãos de modo a convertê-los à sociedade disciplinada.
BERTOLT-BRECHT-STR.22 [2006, Prova gelatina e prata, 47,3 x 57,4 cm, 9 elementos] é uma instalação que reúne nove fotografias a preto e branco, impressões digitais dos seus próprios dedos, dos pais e de vizinhos da casa onde nasceu e viveu em Jena (Weimar) e que acabou de ser desmontada pela mudança dos seus pais. Um exercício auto-biográfico da artista que enfatiza através de uma super-gráfica pintada na parede com o nome e o número da rua representando um projecto sobre a (sua) memória.
BAHNSTEIG ZWEI [2004 Vídeo projecção, Digital Pal, 12'15], (…) fala de nomadismo, ou de trajectórias entre pontos geográficos, quase esgotando todas as suas modalidades (turismo, imigração, exílio, peregrinação). (…) Realizado na Alemanha, mais concretamente numa estação ferroviária, Claudia Fischer centra-se mais uma vez num cenário de espera relacionado com viagens. São aproximadamente 12 minutos, que resultam de um elaborado trabalho de montagem das várias horas em que se filmou, sempre com o mesmo enquadramento, uma determinada parcela da estação (…) E é esta relação, esta constituição momentânea de micro-comunidades, que a artista explora de uma forma muito subtil: Claudia consegue, graças a uma espantosa acuidade da composição e montagem, estabelecer pequenos laços, quase imperceptíveis e aparentemente fortuitos, entre os vários passageiros que chegam, sentam-se e partem, transformando este vídeo num habitante de fronteira, oscilando permanentemente entre a curta narração e o documentário antropológico.
*Para informação mais completa sobre este projectos nesta página web, click em Exposições_Passado_Claudia Fischer_O Passageiro Transparente onde encontrará os textos completos da autoria de Luís Serpa, Margarida Medeiros e Ricardo Nicolau.
A exposição agora apresentada em Sines, comissariada por Marta Mestre, (pode eliminar) inclui ainda as obras
_19 fotografias da série “Bertolt-Brecht-Str.22”
_15 fotografias da série "Passageiro Transparente"
_01 vídeo "Bahnsteig Zwei"
_02 fotografias da série "Please wait at the yellow line"
_Algumas fotografias da série “da Rua da Palma”
_01 Instalação
Exposição organizada com a colaboração da GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS.