Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

À VOLTA DA MESA | TALKS | AROUND THE TABLE


DESERT SHUTTLE_MIGUEL PALMA
18 Janeiro/ January 2011 Terça-feira/ Tuesday 19h00 > 21h00
GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS
Desert Shuttle de Miguel Palma, um trabalho resultante da sua residência artística em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona.
Sinopse
«Saio de manhã da cidade e passo o dia no deserto. Guio um tanque que em vez disparar, grava vídeo. No fim do dia e durante a noite, o veículo projecta o deserto à cidade dá-se uma miragem no interior da metrópole.»
Este encontro é organizado no âmbito da exposição dos arquitectos JUTTA RENTSCH & ANDRÉ SERPA do JA-PROJECT http://www.ja-project.net/, um escritório de Arquitectura e Design recentemente criado em Lisboa mas trabalhando a nível global, que se pretende assumir como um lugar de reflexão permanente sobre a criação contemporânea em todas as áreas das Indústrias Criativas.
Como uma Plataforma Colaborativa, o Projecto Voronoi de JA-PROJECT é uma mesa baseada no algoritmo com o mesmo nome, assumindo diversas configurações que permitem a dua utilização de forma distinta. Usada de forma colectiva ou individual, tem proporcionado o acolhimento de diversos criadores que encontram neste espaço de galeria/ escritório, um ambiente propício ao desenvolvimento de projectos transdisciplinares.

Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

À VOLTA DA MESA | TALKS | AROUND THE TABLE_DANIEL BLAUFUKS, MARGARIDA MEDEIROS, HELENA VASCONCELOS

À VOLTA DA MESA TALKS AROUND THE TABLE
"Collected [Short] Stories sobre a obra de Saul Bellow & Daniel Blaufuks" é o título de mais uma das Conversas à Volta da Mesa que integra a programação da GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS de Setembro 2010 a Junho 2011.
Organizadas no âmbito da exposição dos arquitectos JUTTA RENTSCH & ANDRÉ SERPA do JA-PROJECT [http://www.ja-project.net], um escritório de Arquitectura e Design recentemente criado em Lisboa, mas trabalhando a nívle global que pretende assumir-se como um lugar de reflexão permanente sobre a criação contemporânea em todas as áreas das Indústrias Criativas. Como uma Plataforma Colaborativa, o Voronoi de JA-PROJECT é uma mesa baseada no algoritmo com o mesmo nome, assumindo diversas confirgurações que permitem a sua utilização de forma distinta. Usada de forma colectiva ou individual, tem proporcionado o acolhimento de diversos criadores que encontram neste espaço de galeria/ escritório, um ambiente propício ao desenvolvimento de projectos transdisciplinares.




À Volta da Mesa estarão os convidados HELENA VASCONCELOS e MARGARIDA MEDEIROS que se debruçam sobre a obra de Saul Bellow e Daniel Blaufuks, respectivamente. A Conversa será moderada por Luís Serpa, dia 14 de Dezembro de 2010, Terça-feira, das 19h00 às 21h00 (Rua Tenente Raul Cascais 1B, 1250-268 Lisboa).




Saul Bellow, prémio Pulitzer e Nobel da Literatura em 1976, é um dos mais aclamados escritores de ficção norte-americana, cujo trabalho soube muito bem expressar a ascensão dos judeus imigrantes a lugares de poder e soberania na América contemporânea, bem como a sua angústia moral sobre os sobreviventes do Holocausto em livros como "Mr. Sammler's Planet". Nas suas COLLECTED STORIES demonstra igualmente um talento habilidoso em escrever pequenas, mas envolventes narrativas, que de uma forma humorística, mas graciosa, exploram temas familiares, desejos e memórias, traçando um retrato sensível da natureza humana. Esta colecção de treze contos apela a todos os que já são familiares da sua escrita, bem como aos que nela se iniciaram.




Daniel Blaufuks utiliza no seu trabalho a fotografia e o vídeo, apresentando o resultado através de livros, instalações e filmes. Os seus temas preferidos são a ligação entre o tempo e o espaço e a representação da memória privada e pública. Em COLLECTED SHORT STORIES o autor esclarece que estas histórias curtas foram escritas em oito países, entre 2000 e 2002. São histórias visuais que abordam o tema da viagem e a fotografia em itinerância e um outro tema transversal na sua obra: a condição de exílio. A fuga dos seus avós da Alemanha nazi para Portugal mistura-se com experiências de exílio sugeridas pela admiração por fotógrafos como Robert Frank ou pela memória literária de autores como Paul Bowles, Joseph Conrad e Graham Greene. Estas trinta e uma histórias revelam Daniel Blaufuks nas suas várias tonalidades contrastantes, ora cínico e acutilante, ora introspectivo e filosófico.

Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

PLATAFORMAS COLABORATIVAS E REDES INFORMAIS








Plataformas colaborativas e redes informais
Há um livro cuja leitura recomendo a toda gente antes de conversar sobre o futuro mais provável das sociedades humanas. Chama-se The End of Work, e foi escrito pelo economista Jeremy Rifkin, consultor de vários governos, entre os quais se conta o de José Sócrates. No essencial, este livro diz-nos que há um afastamento crescente entre o crescimento populacional e o número de pessoas necessárias a produzir tudo aquilo que consumimos e usamos. Ou seja, que a falta de empregos e o desemprego não só se tornaram variáveis estruturais e permanentes das sociedades tecnológicas globalizadas, como tende a aumentar em todo o mundo (China, Índia e Brasil incluídos) com consequências sociais potencialmente catastróficas, se entretanto as mesmas sociedades não souberem redesenhar os seus modos de vida.
Uma das respostas possíveis a esta tendência estrutural da sociedade global é a criação de um rendimento social universal, isto é, garantir a alimentação, abrigo e mobilidade a toda e qualquer pessoa do planeta, independentemente da sua idade, sexo, grau de instrução, ocupação e rendimento.
Outra das alternativas sugeridas passa pela criação de um vasto sector de economia social, baseado em redes colaborativas, locais e glocais, onde seja possível a troca directa de tempo por bens e serviços sem que tal implique necessariamente uma qualquer relação de exploração, ou acumulação capitalista (lucro).
Na realidade, estão já em marcha há alguns anos experiências sociais que envolvem formatos mais ou menos mitigados das suas duas alternativas mencionadas. Os regimes de voluntariado, os programas de responsabilidades social crescentemente adoptados pelas grandes empresas industriais e sobretudo financeiras, ou a criação local de moedas complementares, bancos de horas, instituições sociais de micro-crédito, clubes de trocas, etc. Falta, porém, uma teoria unificadora desta economia adaptativas em formação, sobretudo falta uma teoria construtiva capaz de lançar as bases universais de uma economia solidária tecnologicamente avançada e competitiva relativamente aos modelos falidos do Capitalismo especulativo, insensível e, em última análise, auto-destrutivo.
Os economistas tradicionais levaram demasiado tempo a perceber que o Capitalismo, insaciável na sua busca de mais-valias, acabaria por levar as sociedades ocidentais à beira do precipício económico, financeiro e sobretudo social. Só depois da queda estrondosa do Lehman Brothers, a maioria deles começou finalmente a duvidar da solidez do sistema financeiro ocidental. Em Portugal, o reconhecimento da crise, do estado lamentável da banca portuguesa, e sobretudo do gravíssimos problemas do nosso endividamento público e privado, foi criminosamente tardio. Boa parte dos portugueses acabaria por ser apanhada totalmente desprevenida.
A situação actual, vista da perspectiva cultural, que é a minha, implica uma mudança profunda dos modelos de criação, produção, consumo e usufruto culturais.
Implica, desde logo, que na reordenação radical que se impõe nas prioridades orçamentais do Estado, o sector cultural e criativo, ganhe claramente um outro protagonismo. A percentagem do Orçamento de Estado afecto à Cultura deveria subir imediatamente a 0,5% do PIB e caminhar na próxima década até aos 1%, obtendo boa parte das verbas necessárias a partir de uma racionalidade exigente noutros domínios orçamentais. Mas um tal incremento radical de meios não seria para manter o actual estado de coisas nos donínios cultural e religioso. Muito pelo contrário, a condição de aceitação social de uma aposta nova e radical nos sectores subjectivos da sociedade é a refundação dos seus próprios pressupostos e objectivos. E é aqui que a definição e estruturação das plataformas colaborativas e das redes informais tecnlogicamente assistidas viria a fazer toda a diferença. [António Cerveira Pinto]

Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

NEWSLETTER_02 | 10_POST2000TALKS





















Após o enorme sucesso da primeira das POST2000TALKS, a GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS tem o prazer de anunciar a segunda Conversa [TALKS], apresentando o ZOETROPE DESIGNSTUDIO, no dia 23 Novembro 2010, Terça-feira, pelas 18h30. As POST2000TALKS são organizadas por JA-PROJECT e think-tank NOGO, ambos sedeados em Lisboa, Portugal.

1. O PROJECTO

POST2000TALKS é um ciclo de conferências que tem como tema a Arquitectura, iniciando-se em Lisboa, desde o Outono de 2010, em paralelo com a Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010. O seu objectivo é evidenciar a troca de experiências de arquitectura a nível global. Os Convidados representam a geração de jovens profissionais que iniciaram a sua prática de escritório/pesquisa a partir do ano 2000. O Programa é definido por um alinhamento contínuo de Conversas [TALKS], Apresentações de Projectos e Debates. POST2000TALKS é uma colaboração entre o JA-PROJECT e o think-tank NOGO, sendo acolhido pela Galeria Luís Serpa Projectos, todos sedeados em Lisboa.

2. ORADORES CONVIDADOS
#2 Zoetrope DesignStudio [Estados Unidos da América] "parametrics in practice"
23 Novembro 2010, Terça-feira, das 18h30 às 21h00

Sobre Zoetrope DesignStudio:
"Fundado em 2008 pelos sócios Loren Supp e Daria Supp, o Zoetrope DesignStudio, sedeado em Nova Iorque, é uma prática de pesquisa em arquitectura. O atelier tem como base de trabalho a experimentação com técnicas de design emergentes e a sua aplicação numa prática contemporânea."
Antes de fundar o Zoetrope DesignStudio, Loren Supp e Daria Supp, obtiveram o Mestrado em Arquitectura na Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos da América [2005]. Desde essa altura, ganharam diversos prémios, tais como o Prémio Paul Philipe Cret e o ASLA Prize Award of Merit, tendo trabalhado em vários ateliers de arquitectura internacionalmente reconhecidos, como o Bernard Tschumi Architect, Mecanoo Architecten, Lyn Rice Architects, Ennead Architects (ex Parceria Polshek) e Populous.
Web: http://www.zoetropedesignstudio.com/
Conversas [TALKS] para 2011:
#3 Isabelle Bentz & Marc Schmidt [Suiça] "choreography of chreods"
25 Janeiro 2011, Terça-feira, das 18h30 às 21h00

#4 West 8 [Países Baixos][apresentado por Christian Gausepohl] "portfolio"
22 Fevereiro 2011, Terça-feira, das 18h30 às 21h00

3. ONDE
Galeria Luís Serpa Projectos
Rua Tenente Raul Cascais 1B
1250-268 Lisboa

4. CONTACTOS
http://www.post2000talks.blogspot.com/
post2000talks@gmail.com
[+ 351] 91 639 27112
[+ 351] 96 255 7442

5. A ORGANIZAÇÃO

JA-PROJECT é um estúdio de Arquitectura, Design e Visualização 3D sedeado em Lisboa. Foi fundado em 2010, por Jutta Rentsch e André Serpa numa parceria com O MUSEU TEMPORÁRIO, com o objectivo de combinar as práticas de Arquitectura, Design e Visualização 3D, criando um processo transdisciplinar e uma estrutura open office. O conceito baseia-se em parcerias no âmbito das Indústrias Criativas e colaborações em curso com arquitectos e designers. Tendo a Arquitectura e a Visualização 3D como core business. O JA-PROJECT organiza e produz também Eventos e Exposições como Actividades de Extensão. Dado que, antes de fundarem o JA-PROJECT, ambos os sócios trabalharam para ateliers de renome internacional, construíram ligações com muitos parceiros inovadores e criativos pelo mundo inteiro, expandindo, desta forma, o seu âmbito de intervenção.
Web: http://www.ja-project.net/
NOGO THINK-TANK AND PROJECT ROOM é uma Plataforma para Arquitectura & Arte Contemporânea sedeada em Lisboa [Portugal]. O seu objectivo é a divulgação e exibição da nova produção no domínio das Artes Visuais e da Arquitectura Emergente a nível nacional e internacional. Através da sua transversalidade temática, NOGO propõe uma programação dinâmica e diversificada, produzindo exposições, visualizações, palestras e publicações de diferentes projectos artísticos, culturais, experimentais e de pesquisa. A sua estrutura é composta por um núcleo de comissários residentes, recebendo também convidados para eventos pontuais. Baseada numa filosofia de agregação transdisciplinar, NOGO procura estabelecer parcerias com outras entidades, plataformas e produtoras no âmbito das suas áreas de interesse. NOGO é uma marca registada e uma Associação Cultural sem fins lucrativos fundada por Pedro Duarte Bento em 2009.
Web: http://www.nogo-studio.blospot.com/

6. O ANFITRIÃO

GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS foi fundada por Luís Serpa no início dos anos oitenta. Desenvolvida como modelo original de Galeria de Arte, foi considerada um case study por combinar sistematicamente a pintura, escultura, desenho, instalação, fotografia, vídeo, design e arquitectura. Contribuiu para a internacionalização de artistas como Cristina Iglésias, Juan Muñoz, José Maria Sicilia, Ferran Garcia Sevilla, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis e Jorge Molder, entre outros. Reconhecidos artistas internacionais foram apresentados em Portugal tais como Leiko Ikemura, Joseph Kosuth, Gerhard Merz, Michelangelo Pistoletto, Gilberto Zorio, Hamish Fulton, Robert Wilson, Robert Mapplethorpe, Marie-Jo Lafontaine, Craigie Horsfield, Boyd Webb, John Coplans e/ou Cindy Sherman.

7. PARCEIROS

7.1. O MUSEU TEMPORÁRIO concebe, coordena e produz Conteúdos para Eventos ou para Equipamentos Culturais, colaborando com Galerias, Centros Culturais e Museus (em Portugal e no Estrangeiro), estabelecendo-se como um genuníno Centro Gerador de Ideias. Elabora, ainda, Planos Estratégicos em diversas áreas, colaborando con Entidades Públicas no âmbito da Revitalização Urbana e com Privados em Coaching Criativo. Para Museus e Centros de Arte, Conferências e Convenções, Feiras, Exposições e Espectáculos, Empresas e Organizações Públicas, disponibiliza apoio especializado e equipamento tecnológico avançado idealmente adequados à realização de qualquer projecto na área multimédia e audiovisual.
Web: http://museutemporario.blogspot.com/

7.2. INDUSCRIA é uma Plataforma Para as Indústrias Criativas [Antiguidades e Património, Artes Performativas e Entretenimento, Artes Visuais, Arquitectura, Cinema e Vídeo, Design, Escrita e Edição, Gastronomia, Moda, Música, Publicidade, Software Educacional e Lazer, Televisão e Rádio] destinada a lançar novos talentos e projectos inovadores, compatibilizando Arte, Tecnlogogia e Empreendedorismo.
Web: http://induscria.blogspot.com/





Sábado, 25 de Setembro de 2010




ANUNCIANDO JA-PROJECT


A Galeria LUÍS SERPA Projectos, em cooperação com O MUSEU TEMPORÁRIO_Projecto[s] de Engenharia Cultural e Associação INDUSCRIA_Plataforma para as Indústrias Criativas, tem o prazer de anunciar o lançamento do JA-PROJECT, uma plataforma colaborativa estabelecida pelos arquitectos Jutta Rentsch e André Serpa.


1. O PROJECTO

O JA-PROJECT foi fundado em 2010 por Jutta Rentsch e André Serpa, com o objectivo de combinar as práticas de Arquitectura, Design e Visualização 3D, criando um processo transdisciplinar e uma estrutura open office. O conceito baseia-se em parcerias no âmbito das Indústrias Criativas e colaborações em curso com arquitectos e designers. Tendo a Arquitectura e Visualização 3D como core business, o JA-PROJECT organiza e produz também Eventos como Actividades de Extensão. É uma parceria qualificada, dedicada e profissional, trabalhando para assegurar os mais altos padrões de qualidade, mantendo sempre uma comunicação próxima com Clientes e Parceiros.

O JA-PROJECT é parceiro d' O MUSEU TEMPORÁRIO, Lisboa.



2. QUEM


Jutta Rentsch [Ruesselsheim, Alemanha, 1978]

Antes de fundar o JA-PROJECT, trabalhou durante três anos como carpinteira em Mainz [Alemanha]. Em 2001, prosseguiu a sua carreira estudando Arquitectura em Wiesbaden [Alemanha]. Enquanto estudante estagiou no atelier Mecanoo Architects em Delf [Países Baixos] e no atelier Skidmore Owings & Merrilll LLP em Nova Iorque [EUA], onde ficou a trabalhar posteriormente. Em 2008, após concluir com sucesso os seus estudos, também trabalhou no atelier Peter Gluck and Partners Architects, Nova Iorque, onde permaneceu até 2010.


André Serpa [Lisboa, Portugal, 1974]

Antes de fundar o JA-PROJECT, licenciou-se em Arquitectura na Universidade Lusíada, em Lisboa, Portugal [2001]. Após concluir os seus estudos, co-fundou a Sobreloja Arquitectos, Lisboa, Portugal [2002]. Antes de partir para os Estados Unidos da América, em 2007, trabalhou como arquitecto e como designer em Visualização 3D para vários ateliers como João Paciência, Promontório Arquitectos e ZT Arquitectos. A convite de Robert Wilson e, ainda em 2007, frequentou o programa de Verão na Watermill Foundation [EUA], onde coordenou workshops, participando como Designer em Visualização 3D no atelier Skidmore Owings & Merrill LLP, Nova Iorque e, até 2010, no atelier Peter Marino Architects, Nova Iorque [EUA].


Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010



JUDITH BARRY
Body Wihtout Limits
8 Fev a 25 Abril 2010


Museu Colecção Berardo, Lisboa
A obra de Judith Barry (n. 1954, EUA, vive e trabalha em Nova Iorque) envolve performance, arquitectura, cinema, vídeo, instalação, fotografia, escultura e novos media (entre outros). A compreensão da sua obra pode ser entendida através de um vocabulário que se constitui como um glossário, que inclui “Percepção”, “Espaço”, “Duração” e “Contexto” e nos ajuda, num exercício de síntese, a abordar e a compreender a produção artística contemporânea.

Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

NEWS_01/06




CLAUDIA FISCHER NO CENTRO CULTURAL DE SINES
Integrado no Programação do Festival Músicas do Mundo, a Câmara Municipal de Sines/ Centro de Artes apresenta a exposição da artista alemã CLAUDIA FISCHER (Jena, 195?), de 1 a 30 de Julho. Residente em Portugal desde há alguns anos, C.F. tem desenvolvido um trabalho baseado no tema da migração, pois viaja com frequência entre a Alemanha e Portugal tendo apresentado recentemente três corpos de trabalho na Galeria Luís Serpa Projectos, em Lisboa:

O Passageiro Transparente [2005, C-Print, DiaSec, 40 x 60 cm, 15 elementos], baseado no tema da Bagagem> (…) que assume a emblemática atitude de movimento e de circulação cultural mas, e principalmente, como um momento de ruptura, aquele instante em que decidimos o que levar, incluindo aquilo que nos pertence: os objectos que configuram a nossa identidade; mas, a noção daquilo que “transportamos” connosco prende-se ao facto de representar o elo de ligação com o nosso passado; da Viagem> (…) ao transportar connosco os símbolos de afecto e as memórias resguardadas, referidas e evidenciadas pelos mais significativos livros de viagens, de Joyce a Beckett, de Hemingway a Clifford ou de Conrad a Chatwin, as narrativas de viagem remetem-nos para os locais de trânsito, de passagem ou de permanência temporária no qual se «sobrepõe espaço e tempo, produzindo complexas figuras de diferença e identidade, passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão» (H. Bhabah); e dos Não- Lugares > (…) plenamente apropriada pelo napoleónico poder policial concebido pelas diversas administrações estatais que se servem dos novos meios de comunicação incrementada pelas novas tecnologias, pretendem adoptar a medida de vigilância global a todas as funções que assegurem comportamentos tipificados dos cidadãos de modo a convertê-los à sociedade disciplinada.

BERTOLT-BRECHT-STR.22 [2006, Prova gelatina e prata, 47,3 x 57,4 cm, 9 elementos] é uma instalação que reúne nove fotografias a preto e branco, impressões digitais dos seus próprios dedos, dos pais e de vizinhos da casa onde nasceu e viveu em Jena (Weimar) e que acabou de ser desmontada pela mudança dos seus pais. Um exercício auto-biográfico da artista que enfatiza através de uma super-gráfica pintada na parede com o nome e o número da rua representando um projecto sobre a (sua) memória.

BAHNSTEIG ZWEI [2004 Vídeo projecção, Digital Pal, 12'15], (…) fala de nomadismo, ou de trajectórias entre pontos geográficos, quase esgotando todas as suas modalidades (turismo, imigração, exílio, peregrinação). (…) Realizado na Alemanha, mais concretamente numa estação ferroviária, Claudia Fischer centra-se mais uma vez num cenário de espera relacionado com viagens. São aproximadamente 12 minutos, que resultam de um elaborado trabalho de montagem das várias horas em que se filmou, sempre com o mesmo enquadramento, uma determinada parcela da estação (…) E é esta relação, esta constituição momentânea de micro-comunidades, que a artista explora de uma forma muito subtil: Claudia consegue, graças a uma espantosa acuidade da composição e montagem, estabelecer pequenos laços, quase imperceptíveis e aparentemente fortuitos, entre os vários passageiros que chegam, sentam-se e partem, transformando este vídeo num habitante de fronteira, oscilando permanentemente entre a curta narração e o documentário antropológico.

*Para informação mais completa sobre este projectos nesta página web, click em Exposições_Passado_Claudia Fischer_O Passageiro Transparente onde encontrará os textos completos da autoria de Luís Serpa, Margarida Medeiros e Ricardo Nicolau.

A exposição agora apresentada em Sines, comissariada por Marta Mestre, (pode eliminar) inclui ainda as obras
_19 fotografias da série “Bertolt-Brecht-Str.22”
_15 fotografias da série "Passageiro Transparente"
_01 vídeo "Bahnsteig Zwei"
_02 fotografias da série "Please wait at the yellow line"
_Algumas fotografias da série “da Rua da Palma”
_01 Instalação

Exposição organizada com a colaboração da GALERIA LUÍS SERPA PROJECTOS.