25.9.10

JA-PROJECT


A Galeria Luís Serpa Projectos, em cooperação com O MUSEU TEMPORÁRIO_Projecto[s] de Engenharia Cultural e Associação INDUSCRIA_Plataforma para as Indústrias Criativas, tem o prazer de anunciar o lançamento do JA-PROJECT, uma plataforma colaborativa estabelecida pelos arquitectos Jutta Rentsch e André Serpa.



JA-PROJECT
O JA-PROJECT foi fundado em 2010 por Jutta Rentsch e André Serpa, com o objectivo de combinar as práticas de Arquitectura, Design e Visualização 3-D, criando um processo transdisciplinar e uma estrutura open office. O conceito baseia-se em parcerias no âmbito das Indústrias Criativas e colaborações em curso com arquitectos e designers. Tendo a Arquitectura e Visualização 3-D como core business, o JA-PROJECT organiza e produz também actividades de extensão. É uma parceria qualificada, dedicada e profissional, que visa assegurar os mais altos padrões de qualidade, mantendo sempre uma comunicação próxima com clientes e parceiros.


QUEM
Jutta Rentsch [Ruesselsheim, Alemanha, 1978]
Antes de fundar o JA-PROJECT, trabalhou durante três anos como carpinteira em Mainz [Alemanha]. Em 2001, prosseguiu a sua carreira a estudar Arquitectura em Wiesbaden [Alemanha]. Enquanto estudante estagiou no atelier Mecanoo Architects em Delf [Países Baixos] e no atelier Skidmore Owings & Merrilll LLP em Nova Iorque [EUA], onde ficou a trabalhar posteriormente. Em 2008, após concluir com sucesso os seus estudos, também trabalhou no atelier Peter Gluck and Partners Architects, Nova Iorque, onde permaneceu até 2010.


André Serpa [Lisboa, Portugal, 1974]
Antes de fundar o JA-PROJECT, licenciou-se em Arquitectura na Universidade Lusíada, em Lisboa, Portugal [2001]. Após concluir os seus estudos, co-fundou a Sobreloja Arquitectos também em Lisboa, Portugal [2002]. Antes de partir para os EUA, em 2007, trabalhou como arquitecto e como designer em Visualização 3-D para vários ateliers como João Paciência, Promontório Arquitectos e ZT Arquitectos. A convite de Robert Wilson e, ainda em 2007, frequentou o programa de Verão na Watermill Foundation [EUA], onde coordenou workshops, participando como designer em Visualização 3-D no atelier Skidmore Owings & Merrill LLP, Nova Iorque e, até 2010, no atelier Peter Marino Architects, Nova Iorque [EUA].

8.2.10

JUDITH BARRY | BODY WITHOUT LIMITS


A obra de Judith Barry envolve performance, arquitectura, cinema, vídeo, instalação, fotografia, escultura e os novos media. A análise da obra da artista pode ser feita através de um vocabulário, que se constitui como um glossário, e que inclui “percepção”, “espaço”, “duração” e “contexto”, o que nos ajuda, num exercício de síntese, a abordar e a compreender a produção artística contemporânea.


Museu Colecção Berardo, Lisboa

Exposição: 8 Fev > 25 Abril '10

1.6.06

CLAUDIA FISCHER

No âmbito da Programação do Festival Músicas do Mundo, a Câmara Municipal de Sines e o Centro de Artes apresentam a exposição de Claudia Fischer. Residente em Portugal há alguns anos, a artista tem desenvolvido um trabalho centrado no tema da migração, uma vez que viaja frequentemente entre a Alemanha e Portugal. Apresentou recentemente três corpos de trabalho na Galeria Luís Serpa Projectos, em Lisboa, nomeadamente:

O PASSAGEIRO TRANSPARENTE [2005, C-Print, DiaSec, 40 x 60 cm, 15 elementos], que remete para a ideia de bagagem e para a ideia de viagem. A bagagem assume a emblemática atitude de movimento e de circulação mas também, e principalmente, significa um momento de ruptura, i.e., aquele instante em que decidimos o que levar, incluindo aquilo que nos pertence, ou seja, os objectos que configuram a nossa identidade. Por outro lado, a noção daquilo que “transportamos” na bagagem representa um elo de ligação com o passado. A ideia de viagem, por sua vez, tem que ver com os símbolos de afecto e as memórias que transportamos, referidas por livros de Joyce a Beckett, de Hemingway a Clifford, de Conrad a Chatwin. Estas narrativas remetem para locais de trânsito, de passagem ou de permanência temporária no qual se «sobrepõe espaço e tempo, produzindo complexas figuras de diferença e identidade, passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão» (H. Bhahbah), assim como remetem para a questão dos não-lugares, plenamente apropriada pelo napoleónico poder policial concebido pelas diversas administrações estatais, que se servem dos novos meios de comunicação possibilitados pelas novas tecnologias, e que pretendem adoptar a medida de vigilância global a todas as funções que assegurem comportamentos tipificados dos cidadãos de modo a convertê-los à sociedade disciplinada.

BERTOLT-BRECHT-STR.22 [2006, Prova gelatina e prata, 47,3 x 57,4 cm, 9 elementos], que é uma instalação que reúne nove fotografias a preto e branco, impressões digitais dos dedos de Claudia Fischer, bem como dos pais e alguns de vizinhos da casa onde nasceu e viveu em Jena (Weimar), que acabou de ser desmontada pela mudança dos seus pais. Trata-se de um exercício auto-biográfico da artista realizado através de uma super-gráfica pintada na parede com o nome e o número da rua que representam um projecto sobre a (sua) memória.

BAHNSTEIG ZWEI [2004, Vídeo projecção, Digital Pal, 12'15], que fala de nomadismo, ou de trajectórias entre pontos geográficos, quase esgotando todas as suas modalidades (turismo, imigração, exílio, peregrinação). Realizado na Alemanha, mais concretamente numa estação ferroviária, a artista centra-se mais uma vez num cenário de espera relacionado com viagens. São aproximadamente 12 minutos, que resultam de um elaborado trabalho de montagem das várias horas em que se filmou, sempre com o mesmo enquadramento, uma determinada parcela da estação e é esta relação, i.e., esta constituição momentânea de micro-comunidades, que a artista explora de uma forma muito subtil. Claudia Fischer consegue, graças a uma espantosa acuidade na composição e na montagem, estabelecer pequenos laços, quase imperceptíveis e aparentemente fortuitos, entre os vários passageiros que chegam, sentam-se e partem, transformando este vídeo num habitante de fronteira, oscilando permanentemente entre a curta narração e o documentário antropológico.

A exposição, agora apresentada em Sines, inclui ainda as obras:

  1. 19 Fotografias da série "Bertolt-Brecht-Str.22";
  2. 15 Fotografias da série "Passageiro Transparente";
  3. 01 Vídeo "Bahnsteig Zwei";
  4. 02 Fotografias da série "Please Wait at the Yellow Line";
  5. Algumas fotografias da série “da Rua da Palma”;
  6. 01 Instalação.

13.10.05

ICH BIN MEINE WELT // EU SOU O MEU MUNDO [L. WITTGENSTEIN]

25 NOV '05 > 04 FEV '06

Miguel Navas, representando pela Galeria Luís Serpa Projectos e com o apoio da empresa tipográfica Serise Expresso, expõe três séries distintas de auto-retratos na Assírio & Alvim, na Casa Fernando Pessoa e no Sintra Museu de Arte Moderna_Colecção Berardo.
A apresentação das três séries de auto-retratos, em três espaços prestigiados, coincide com o lançamento de três livros correspondentes a cada corpo de trabalho que Miguel Navas produziu nos últimos anos.
Os livros são apresentados numa caixa cartonada, numa edição limitada de oitocentos exemplares, dos quais cem são numerados e assinados pelo artista. Constituem uma visão detalhada da obra de Miguel Navas que, do lápis, à esferográfica, à tinta de escrever ou ao óleo, em papel cartão ou tela, exerce com mestria qualquer uma das técnicas, na mais pura tradição do desenho e da pintura. A inauguração será a 25 Nov '05 (Sábado), pelas 15h00.

Programação

Auto-Retratos I
Assírio & Alvim
Rua Passos Manuel, 67 B
1150-258, Lisboa

Inauguração: 13 Out ’05 (Quinta-Feira), 19h00
Exposição: 13 Out ’05 > 04 Nov ‘05

Auto-Retratos II
Casa Fernando Pessoa
Rua Coelho da Rocha, 16-18
1250-088, Lisboa

Inauguração: 27 Out ’05 (Quinta-Feira), 21h00
Exposição: 27 Out ’05 > 04 Fev ‘06

Auto-Retratos III
Sintra Museu de Arte Moderna_Colecção Berardo
Rua Helidoro Salgado
2710-575, Sintra